Inquietaria

Como sentir segurança em vez de ansiedade

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Há quem diga que sentir ansiedade é como ter duas pessoas habitando o seu corpo: uma é lógica e pondera, a outra é paranoica e pessimista. “E se eles odiarem minha apresentação?”, “E se ninguém entender o que eu quis dizer neste post?”, “E se eu não passar nessa matéria?”… Como lidar com sua mente tentando pisar no tempo futuro? Fizemos uma pesquisa e selecionamos algumas estratégias que os especialistas do PsychCentral elencaram, todas bem simples mas poderosas, para você reduzir e conseguir conviver com o frio na barriga.

1. Respirar fundo, porque respirar é tudo

Quem faz teatro costuma ouvir que “a respiração é tudo”, tanto por trazer mais verdade à personalidade da personagem que se interpreta, quanto por tranquilizar o coração de quem tem uma atenta plateia para convencer. O lado racional disso?

Marla Deibler, diretora do Center for Emotional Health of Greater Philadelphia, explica que repirar fundo ativa o mecanismo de relaxamento que o nosso corpo traz de fábrica. “Tente inspirar lentamente, contando até 4, enchendo sua barriga (pode estufar) e depois o seu peito. Segure suavemente a respiração contando até 4 de novo. E lentamente expire até 4”. Em média, 10 repetições são suficientes para você se acalmar 🙂

2. Ansiedade… Ou empolgação?

Ainda que você tenha certeza de que é o primeiro caso, existe um macete para reverter sua aflição: verbalizar, dizer em alto e bom tom, que você está empolgado(a) com o que está por vir. Seja uma apresentação, uma viagem, uma decisão a tomar, ao expressar empolgação, você está substituindo um tipo de excitação (negativa), que é a ansiedade, por outro tipo de excitação (positiva), que é a empolgação. P.S.: comigo funcionou.

3. Ponha seus pensamentos contra a parede

Supondo que você esteja em um casamento prestes a oferecer um brinde aos noivos. E você pensa em todas as piores coisas do mundo que podem acontecer, mas não pensa como você poderia lidar com isso, como isso te afetaria de fato (você é mesmo afetável a isso?). No pior dos casos, poderão achar graça, e no dia seguinte nem sequer lembrar do que você disse. Inclusive se for um belíssimo discurso. Tirar o peso das coisas. Como isso ajuda…

Marla Deibler, então, sugere que você se pergunte quando os pensamentos te perturbarem:

– Isso é provável de acontecer?

– Se o pior acontecer, o que haveria de tão ruim?

– Eu conseguiria lidar com isso?

– É mesmo realidade ou só parece?

– O que eu conseguiria fazer para me preparar para o que pode acontecer?

4. Visualize a calma

Imagine que você está em algum destes lugares…

À margem de um rio que você conheceu…

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Observando um canal de água limpa fluindo…

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Seguindo com a vista o cair lento das gotas de chuva no vidro do carro…

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No pôr do sol na praia que você nunca esqueceu…

“Veja as folhas passando carregadas pelo rio ou as nuvens passando e se desmanchando no céu. Atribua seus pensamentos e sensações a essas folhas, a essas nuvens e veja flutuarem. Isso tranquiliza e é muito diferente do que as pessoas normalmente fazem. Normalmente, fazemos julgamentos dos pensamentos e sensações, como certo ou errado”, explica a psiquiatra Kelli Hyland. E isso geralmente amplifica a ansiedade. Lembre-se: “o que passa pela sua cabeça, isso tudo é apenas informação”.

5. Lembre-se do que significa muito pra você

Quando a ansiedade bate, uma outra estratégia é concentrar sua atenção numa atividade significativa que você faria se não estivesse ansioso(a). Se você desejava fazer uma pergunta, faça. Se você queria apresentar uma ideia, apresente. Se você ia falar com alguém, vá falar.

“O pior que você pode fazer quando ansioso(a) é se sentar passivamente. Fazer o que precisa ser feito nos ensina as principais lições: que você é capaz de viver sua vida mesmo que esteja ansioso, e que você vai fazer.”

Bônus

Quer um exemplo para quando você precisar falar em público? O 1º parágrafo do discurso da poeta polonesa Wisława Szymborska (lê-se Vissuáva Chembórska) ao receber o Prêmio Nobel de Literatura em 1996: “Dizem que a primeira frase de um discurso é sempre a mais difícil. Bem, ela já ficou para trás. Mas tenho a sensação de que as frases ainda por vir – a terceira, a sexta, a décima e assim por diante, até a última linha – serão igualmente difíceis, pois tenho de falar sobre poesia. Falei muito pouco sobre o assunto – quase nada, de fato. E sempre que falei me veio a furtiva suspeita de que não sou muito boa nisso. Portanto, minha palestra será bem curta. A imperfeição é mais fácil de tolerar em doses pequenas.”

Se existe um lugar que leva segurança às pessoas, é este aqui

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Cuida de comunicação e conteúdo na 99jobs, acha estranho falar dela mesma na 3ª pessoa (ué, acho mesmo), sabe de tudo (ou procura no Google) e adora ficar nesse eterno gerúndio 24/7 chamado internet!


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