Inquietaria

Amazon começa a testar jornada de 30 horas semanais

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A Amazon anunciou que vai testar jornadas de trabalho de 30 horas semanais com alguns grupos de funcionários de sua área técnica.

O experimento envolve manter os mesmos benefícios dos trabalhadores de período integral, porém, ganhando apenas 75% do salário dos funcionários em função similar, mas com jornada de 40 horas, segundo dados do Washington Post, propriedade do CEO da Amazon, Jeff Bezos.

O modelo vai funcionar da seguinte forma: os empregados trabalharão das 10h às 14h de segunda a quinta-feira, e as 14 horas restantes da semana serão flexíveis.

A contratação também será por fora, em vez de pela Amazon. Contudo, se preferirem, podem optar por fazer a transição para a jornada de 40 horas.

“A empresa busca criar um ambiente de trabalho que seja adaptado para um cronograma reduzido e que ainda possa promover sucesso e crescimento profissional”, disse Bezos ao Washington Post.

O projeto surgiu da própria demanda dos funcionários, que queriam mais horas flexíveis.

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O site Fast Company analisou os prós e contras desta estrutura, começando por uma matéria que saiu na New York Times falando como a cultura interna de extrema competição entre os empregados não ajudou nem a atrair os melhores funcionários, nem sua imagem.

Com essa novidade, aumentaria suas chances de atrair os talentos do mercado de trabalho.

Embora na época tenha discordado do artigo, logo em seguida ampliou a licença maternidade a seus empregados, no mesmo estilo de empresas como Netflix.

O que o site não sabe avaliar com certeza absoluta é se a mudança tem a ver com algum tipo de forma de compensar a queda da produtividade geral da empresa.

Pois a competitividade não está só da porta para a fora, é preciso ser atraente para ganhar os melhores funcionários disponíveis.

Mas e para os empregados? O que muda?

De acordo com projeção da consultoria Intuit, até 2020, 40% de toda a força de trabalho nos Estados Unidos será composta por freelancers. Um outro estudo, da Upwork em conjunto com a  Freelancers Union, apontou que, entre os trabalhadores independentes nos Estados Unidos, 75% dos que trabalham em período integral e 68% dos que trabalham em meio período decidiram se tornar freelancers justamente pela flexibilidade de horários.

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Segundo Douglas Rushkoff, autor do livro Throwing Rocks at the Google Bus (“Jogando Pedras no Ônibus do Google”, em tradução livre), esta pode não ser a melhor solução.

“A redução de jornada para 30 horas semanais é exatamente metade do movimento necessário. Sim, é necessário reduzir a carga horária, mas não é preciso reduzir o pagamento de forma proporcional, e não é preciso reduzir os salários de forma alguma”, disse em entrevista a Fast Company.

A não ser que eles se tornem mais produtivos nesse modelo, estes funcionários se tornaram mais caros para a empresa. Para Rushkoff só faz sentido essa mudança se ela vier com incentivos para aumentar a eficiência.

“O funcionário que conseguir terminar o trabalho de cinco dias em quatro não deve ser punido por isso, mas recompensado”, finaliza o autor.

Fonte: Época

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Cuida de comunicação e conteúdo na 99jobs, acha estranho falar dela mesma na 3ª pessoa (ué, acho mesmo), sabe de tudo (ou procura no Google) e adora ficar nesse eterno gerúndio 24/7 chamado internet!


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